25 de dez. de 2006

A Água, O Ar E Os Peixes

Pérola do Vítor logo de manhã.

"Papai, a água é o ar dos peixes, não é?"

23 de dez. de 2006

Ettore



Nasceu no Hospital São Luiz do Itaim, o Ettore com 2,980Kg e 49,5cm no dia 22/Dezembro. Os novos papai e mamãe estão super-orgulhosos e passam bem.

10 de dez. de 2006

LaVaLeNtOdOjOsÉ

Que tal lavar seu carro lá? Uma beleza, né?


Vìtor no Prézinho


Palavras dele, no dia da entrega do diploma: "Agora que me formei, nunca mais vou precisar estudar!"

Quando A Vaca Vai Pro Brejo OU Lulinha E A História Que Ninguém Contou



Essa é para o Lula nosso querido Presidente e seu Boslta Família, digo, Bolsa. Se bem que talvez seja preciso explicar a moral da história pra ele... (pois é...)

QUANDO A VACA VAI PRO BREJO OU A HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONTOU

"Um sábio passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando avistou ao longe uma casinha de madeira e resolveu fazer uma visita. Lá chegando, constatou a pobreza do lugar, chão de terra batida, e os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas.
Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e sua família sobrevivem aqui?, o mestre perguntou. Ao que o chefe da família calmamente respondeu:
Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse leite nós vendemos e a outra, nós usamos para o nosso sustento. E assim vamos sobrevivendo.
O sábio agradeceu a informação, despediu-se e foi embora. Só que, no meio do caminho, voltou-se para seu discípulo e ordenou:
Pegue a vaquinha e a empurre naquele precipício ali na frente.
Espantado, o discípulo questionou sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família. Mas, diante do silêncio absoluto do mestre, foi cumprir a ordem. Empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. A cena, porém, ficou marcada na memória daquele jovem durante anos, até que um belo dia ele resolveu largar tudo, voltar àquele mesmo lugar para contar tudo à pobre família, pedir perdão e ajudá-la no que pudesse. Ao se aproximar do local, avistou uma fazenda muito bonita, com carro na garagem, tratores, muitos empregados e crianças brincando no jardim. Desesperado, pensando que a família tivera que vender a casa para sobreviver, apertou o passo e foi recebido pelo caseiro, a quem perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos.
Continuam morando aqui, o caseiro respondeu.
Entrando na casa, viu aliviado que era a mesma família que havia visitado com o mestre. Elogiu o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):
Como o senhor fez para melhor o antigo sítio e ficar tão bem de vida? Ao que ele, entusiasmado, respondeu:
Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E, assim, alcançamos o sucesso que você vê agora.

Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para a sobrevivência e uma convivência com a rotina. Descubra qual é a sua e, se quiser progredir na vida, empurre-a morro abaixo. Se a sua vaquinha estiver à beira do precipício, não se agarre ao rabo dela. Você pode cair junto."

MInha Amiga, A Grávida


No supermercado Pão de Açúcar, me deparo com uma mulher grávida, dessas prestes a parir, a barriga ultrapassando o limite do imaginário e ainda com duas crianças a tiracolo. Até aí, tudo bem.
Mais tarde, no estacionamento, vejo que o carro dela se encontra estacionado ao lado do meu. Ela lá, num trampo danado, criança pra cá, criança pra lá e o barrigão... lá vai ela levar o carrinho de compras vazio do outro lado do estacionamento, sendo que há vários atendentes aí para isso e não estavam fazendo absolutamente nada. Eu, na melhor das intenções, falo: -Não precisa devolver lá, eles pegam pra você o carrinho.
Ela nada respondeu e saiu andando com o carrinho. Pensei que nem tivesse me ouvido. Desencanei, fui para a banca de jornais a fim de comprar as benditas figurinhas. De repente escuto alguém ao longe meio que gritar: -Eu tenho educação!!!
haeheaheaheaheaheahea Era ela respondendo depois de um tempão... e o mais engraçado é que quando fui comprar as figurinhas, ela já estava lá, perguntando se ainda tinha das Princesas... eu sei que não gosto de levar desaforo pra casa etc. então tive que me controlar e pensar: mulheres grávidas às vezes ficam um pouco loucas, ainda mais com um monte de filhos e tal e fiquei na minha.
Depois dessas, duas lições: nunca mais me meter onde não sou chamada e BRASIL EÔ BRASIL EÔ... pessoal SIMPÁTICO!!!!!

6 de dez. de 2006

Kayra e Tela

Almoço na casa da tia Tamy com a Kayra (1 aninho) e com a minha prima Maristela vinda de Toronto para o Natal.

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O restante do álbum de fotos encontra-se neste link.

Padrinho, madrinha, afilhadas... hhaeeahahe Diego, Sarah e Milla

4 de dez. de 2006

Chamem o Doctor House pelamordedeus!!!! hahahahahaha


Fui ao oftalmologista. De táxi. Chamei um rádio táxi para vir beeeeeeem de longe. Os taxistas dos pontos próximos me dão medo. O último já contei a história aqui. (E o penúltimo era um senhor... à beira da cova. Sem brincadeira. Ele não conseguia segurar o volante com firmeza, então o carro ia em vai-e-vém pelas ruas, entrava numa ruela que cruzava e saía rapidamente antes de um muro. Ele não dava mais sinal porque se soltasse o volante uma mão só não ia dar conta do recado. E isso até o Hospital Albert Einstein que é o caminho das curvas e longe longe de onde moro. E ele ainda queria conversar! Eu levando a Laura pro pronto-socorro e me perguntando se o que ela tinha era tão grave assim que compensasse eu ir rezando pra chegarmos vivas ao P.S.)
Enfim, hoje fui muda e saí calada do táxi, segurando a língua pra ela não funcionar...
Cheguei lá o oftalmo (Dr. Maurício) me fala que meus olhos vão ficar normais... que não é conjuntivite, só uma irritação, que era pra ter paciência e esperar uns QUATRO MESES e ainda voltar lá daqui a 15 dias, usar uma pomada, um colírio, compressas de água mineral. Eu perguntei se podia ser água boricada.
Ele: Mineral.
Eu quis saber se soro fisiológico adiantava.
Ele: Você tem alguma coisa contra água??? hahahahaa
Daí ele me explicou que soro tem não sei quanto de cloreto de sódio e eu preciso de alguma coisa do tipo: NADA.
Saí de lá, peguei meu estimado táxi e dessa vez era um rapazinho. Também descobri que se você não puxar conversa o taxista fica calado (Eles devem até dar graças a Deus. Dessa forma não precisam se mostrar simpáticos nem dar uma de psicólogos e dirigir ao mesmo tempo). Esse estava com o rádio desligado. Pedi pra ele parar numa farmácia. Lá vou eu. O táxi esperando e claro que tinha um senhor na minha frente com sua receita. E ele queria um remédio com o princípio ativo em 40 mg. Só que só existia de 10, 20 ou 30. Aí ele perguntou se não podiam ligar para o consultório e perguntar... só que não tinha telefone na receita. Eu já estava pensando em desistir e procurar outra farmácia quando o velhinho exclama: -Onde está meu dinheiro?
Eu já ia dando meia volta quando apareceu outra farmacêutica e pegou os benditos medicamentinhos pra mim. Fui pro caixa e havia uma senhora com problemas no cartão.
HORAS DEPOIS... volto pro táxi e tudo está bem. O rapaz estava ouvindo música. Antena 1. Quase como se eu ainda estivesse no consultório do oftalmo, mas beleza... fui pra casa, comi uma bolacha só pra dizer que não vivo de ar e peguei o Vítor para levar ao dentista. (É, a minha vida realmente é assim)
O meu Maurício fez o favor de ir com a gente de carro (apesar do consultório do dentista ser do lado) por que estava caindo um mundo d'água. Chegamos lá ele: se soubesse que era tão perto vinhamos a pé.
Depois de um tempinho esperando (...) a secretária do dentista japonês que é uma velhinha japonesa me fala: Oh, Ah, Oh... A senhora não vinha amanhã, Dona SAndra???
E eu: Na verdade eu vim hoje. (Já sacando: aí vem bomba)
Ela: Mas o Doutor está em cirurgia.
Eu falei: Mas ele está aqui hoje???
A velhinha: Era amanhã... eu marquei aqui na agenda... A senhora me desculpe, mas a cirurgia vai até as cinco da tarde...
E eu: A senhora pode então abrir a porta pra mim?
E ela: A senhora vem amanhã?
Eu: Não, vou procurar outro dentista.
E ela: Oh, Ah, Oh, desculpas, mas o mundo... a vida... e houve um engano... e blá blá blá.
E eu ainda: A senhora abre ou não abre?
Finalmente ela abriu. Lá vinha o Mau com um guarda-chuva pq foi colocar cartas no correio pra mim. (Vocês sabem, a troca de figurinhas...) Expliquei-lhe a situação e ele: Mas pq vc não volta amanhã?
E eu: - Pq é um absurdo, uma falta de respeito etc.
Entro no carro, ele liga pra secretária do pediatra para pedir um odontopediatra. E eu: Assim não adianta, ele vai ligar aqui dez horas da noite... vc precisava ligar no celular dele...
E o Mau: Espera, SAndra, fica quieta (A moça lá do outro lado. secretária do pediatra, também se chama Sandra).
E ele: Não, a outra Sandra... que está aqui do meu lado.
A secretária Sandra do pediatra explica que precisa falar com ele com calma, explicar quem somos, pedir para elee ligar depois etc etc. Nisso a velhinha japonesa secretária do dentista japonês vem até o carro: A senhora pode voltar às quatro e meia, cinco horas??? E a senhora me desculpe etc. (tudo de novo ela ia falar)
Eu: tudo bem, foi um engano, a gente volta.
INclusive neste instante o Mau acabou de sair com o Vítor para ir la´, eu pedi para ele ir pq eu não tenho mesmo sorte com dentistas. Nesse caso se eu puder ficar longe quem sabe dê tudo certo? Eu entendo que há coisas que não se pode mudar. E temos que aceitá-las. Outra coisa exata na minha vida é que posso jogar Scrabble com a Maria eternamente que sempre irei perder!

1 de dez. de 2006

Amor... Alegria... Paz...


Esta singela flor vai em homenagem aos que ficaram chocados com a rispidez do post anterior.

Relatório de Observação - 2006 - Colégio Pioneiro - Essa em homenagem aos professores, especialmente à do Vítor que eu espero que nunca leia o blog.


Chegou o relatório da escola do Vítor.

O do primeiro semestre:

Conduta

É uma criança tranqüila e parece estar sempre pensativo.

Realização das Atividades

Na maioria das vezes, não faz suas lições com capricho.
Queixa-se sempre de cansaço, reclamando da quantidade de lições ou que sua mão está doendo e que não consegue mais fazer a tarefa.
Brinca o tempo todo com seus materiais e com os colegas, durante a execução de suas tarefas, não entregando seus exercícios gráficos em tempo hábil.
Não apresenta organização com seus materiais, deixando-os espalhados sobre a mesa ou chão.
Apresenta situações de teimosia quando demora a atender o pedido para guardar o material e arrumar os brinquedos.

Com os colegas:

Desentende-se facilmente com seus colegas, pois não aceita a opinião dos mesmos.
Muitas vezes isola-se do grupo e prefere ficar conversando com a professora.

Segundo período: (18 de setembro a 14 de novembro)

As Atividades e a Vida Cotidiana

Conduta:

Continua mostrando-se tranqüilo e pensativo.

Realização das Atividades:

SEM ALTERAÇÕES EM RELAÇÃO AO PERÍODO ANTERIOR.

Aspecto sócio-afetivo:

Apesar de ser orientado, continua desentendendo-se com facilidade com seus colegas, pois não aceita a opinião dos mesmmos.

Agora me digam se essa professora SOFRE ou não como eu com o Vítor TODAS AS VEZES QUE ELE TEM UMA LIÇÃO PRA FAZER! OU SEJA: TODOS OS DIAS!!!!!!!

E NO OUTRO DIA... as motos, as bicicletas, os carros e as garçonetes


Aqui neste lar não há pausas. No dia seguinte ao terrorismo explícito do Vítor contra sua mãe, chega o Maurício na cozinha:
-Sandra, você não sabe o que aconteceu comigo. Duas coisas.
(Prestem atenção na ordem dos fatores aqui. Eu suponho que o mais relevante seja contado primeiro... enfim. Cada um com seus princípios.)
A primeira:
- Levei as crianças pra escola. Fui tomar café da manhã na Ofner. Estava lotada. Veio uma garçonete: -Senhor, posso falar uma coisa? E eu, pensando que fosse a conta ou algo assim: -Pode. Ela: -A sua camiseta está do avesso.
(Eu, Sandra, pergunto:
-E estava do avesso mesmo?
Ele:
-Sim.
As pessoas deram risada?
Ele:
-Não sei. Dá vergonha, né? FAlei obrigado, continuei comendo, paguei e só depois fui trocar a camiseta pro lado certo.)
A segunda coisa que me aconteceu foi que um motoqueiro me atropelou.
E eu: -Ele fugiu ou te ajudou?
Maurício: -Olha, tinha dois carros parados, eu estava atravessando a rua, aí veio uma moto, então aconteceu o seguinte, os carros, o motoqueiro, eu, a rua...
E eu: -Mas ele fugiu ou te ajudou?
Mau: -Os carros estavam parados, aí eu fui atravessar a rua...
E eu: -MAURÍCIO ELE FUGIU?
Mau: -Não me aconteceu nada ó! (cheio de curativos) MInha perna só está sangrando um pouquinho...
E eu: -Desisto.
Mau: -Ele perguntou se precisava de ajuda, mas não foi nada.
Eu: -Agora você me conta como foi que meu cérebro só processa uma informação de cada vez. Mas eu já disse que é perigoso andar de bicicleta com as crianças na cadeirinha no meio do trânsito! Imagina se você estivesse com um deles!
Mau: -Mas eu estava a pé.
Eu: -Ah, bom. Mas você está bem?
Ele: - Ahan.
Eu:- Mas a culpa foi de quem?
Ele: -Dos dois.
Eu: -Então foi culpa concorrente? Mas você sabia que uma não exclui a do outro?
Ele: -Na verdade o culpado foi o motoqueiro. Eu não olhei, mas quem ia imaginar que uma moto ia sair do meio de dois carros parados?
Eu: -A moto era bonita? Era só um motoboy?
Ele:-Só um motoboy.
Eu:-Então deixa quieto mesmo. Ia processar o coitado?

PASSEIO E CRISE FAMILIAR Este vai para os psicólogos de plantão

Maurício, como todos os homens, impaciente para sair.
O Vítor me olha bem sério e solta:
-Mamãe, você tem três escolhas. Ou eu te dou um tiro e você morre, ou você vai pra cadeia ou você sai com a gente AGORA.
Eu: -A cadeia.
Ele, com a mãozinha levantada: -Espera que eu já vou chamar a polícia.
Isso por que ele só vê desenho na televisão.